Há décadas que a inteligência humana aparece como assunto central de estudos científicos. São fundamentais fatores como a genética, educação, nutrição e o ambiente ao redor, porém pesquisas mais recentes indicam que até mesmo a data de nascimento de uma pessoa pode influenciar nas habilidades cognitivas.
Seis datas específicas estão ligadas a um maior desenvolvimento intelectual indicaram várias pesquisas, de acordo com o programa "Caminhando nos 40". Essas datas parecem que coincidem com o tempo de exposição ao sol, as alterações hormonais da mãe ou fatores culturais que podem favorecer os mais diferentes aspectos do desenvolvimento do cérebro.
Essa data é conhecida por marcar o nascimento de Charles Darwin e é ligada a um pensamento científico e criativo, traços característicos das mentes mais inovadoras da Humanidade.
A gravidez nessa época favorece um equilíbrio nas taxas da vitamina D, o que está ligado a conexões neuronais mais eficientes e a um resultado superior quando são analisados os desempenhos em atividades técnicas e complexas.
Essa data tem relação com pensamentos analíticos e reflexivos. Quem nasce nesse dia tem tendência a desenvolver um pensamento crítico mais desenvolvido, bem como uma admirável capacidade de fazer análises e se mostrar criativo.
Nessa data é observada uma coincidência em relação ao tempo em que o córtex pré-frontal passa por um desenvolvimento ideal. É o córtex pré-frontal o elemento fundamental para que decisões sejam tomadas e exista o autocontrole.
Quem nasce em 28 de junho podem apresentar agilidade mental mais elevada além de uma capacidade de solucionar problemas complexos.
A vitamina D, fundamental para o desenvolvimento do cérebro, tem sua produção aumentada com o tempo de exposição ao sol na gravidez. Dessa forma, a inteligência emocional se desenvolve mais, o que é essencial para lidar com relacionamentos e tomada de decisões.
A mãe nota variações nos hormônios, algo característico do 9º mês do ano, o que favorece o desenvolvimento da linguagem. Quem nasce nesse dia sai na frente quando analisamos as habilidades cognitivas e de comunicação.
Por mais que seja interessante analisar as datas, especialistas reforçam que a inteligência não depende somente do dia em que nascemos. A ligação entre genética, educação, nutrição e o ambiente ao redor são fundamentais em grande parte para que haja o desenvolvimento do intelecto.
Logo, as datas se transformam simplesmente em uma referência dentro de um universo bem maior de possibilidades.
De geração para geração, o universo científico tem voltado suas atenções para a inteligência. Um exemplo é do acadêmico James Flynn que em 1998 apresentou um estudo batizado com o seu sobrenome e que mostrava que os índices de QI subiam a cada ano por conta de uma melhora em termos de educação, nutrição e direitos civis.
Apesar disso, pesquisa do Centro Ragnar Frisch de Pesquisa Econômica, na Noruega, fez um questionamento a respeito dessa tendência. Pegando como base 730 mil pessoas que se apresentaram no Serviço Militar de 1970 a 2009, os estudiosos concluíram que aqueles nascido depois dos anos 1970 têm uma redução significativa da capacidade de prestar atenção e de uma maior distração.
Os especialistas apontaram esse fenômeno a um novo estilo de vida e a fatores ambientais que vão desde o surgimento da Internet ao lançamento dos smartphones, que promovem um tipo de leitura mais superficial e de modo apressado na comparação com o papel impresso.